Dirigido por Simon Curtis, este filme, baseado em uma história com fatos reais, se passa na década de 1980, alternando seu cenário entre os Estados Unidos, a Áustria de atualmente e do período nazista. A obra conta a trajetória da judia Maria Altmann, sobrevivente da Segunda Guerra Mundial que com a ajuda do jovem advogado Randol Schoenberg, decide processar o governo austríaco com o objetivo de recuperar o quadro "A Dama Dourada" roubado pelos nazistas.
Enfrentando diversas dificuldades - tanto para vencer a causa quanto ao voltar para a Áustria, relembrar os horrores que vira e sofrera durante o governo de Hitler, a dupla consegue, no fim, ganhar a causa e reaver o quadro da tia de Maria.
O filme, bem representado tanto esteticamente quanto historicamente, retratou de forma realista as dificuldades que o povo judeu, tão rico em cultura e dinheiro, passou ao se perseguido, injustiçado e saqueado descaradamente pelos soldados e seguidores nazistas, como ainda passou, no caso de Maria, para recuperar pelo menos uma parte de seu patrimônio. Porém, alguns aspectos ao invés de serem melhor explicados, deveriam ser incluídos com um contexto maior, tais como a indecisão de Maria para continuar ou desistir do processo, principalmente quando este está no final, ou a grande relutância dos donos do museu em favorecer a entrega do quadro, ou mesmo a decisão de Randal para persistir no processo, mesmo endividado.
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| Fonte: AdoroCinema |
Este filme também foi baseado no livro "A Dama Dourada: A extraordinária história da obra-prima de Gustav Klimt" de Anne-Marie O'Connor, jornalista e escritora.

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