Analisando os relacionamentos humanos e suas contradições
Tradução: Carlos Alberto Medeiros
Impressão: Setembro de 2015
Editora Zahar
O autor dessa obra literária, Zygmunt Bauman foi um sociólogo polonês que iniciou sua carreira na Universidade de Varsóvia, onde ocupou a cátedra (cadeira profissional) de sociologia geral e que já teve mais de trinta livros publicados, apenas nessa editora.
A narrativa é bem complexa, pois, faz uma análise dos relacionamentos humanos, sendo eles: amorosos, profissionais e familiares, onde a “flexibilidade”, rapidez e inconstância dessas relações, despertam também sentimentos de insegurança e solidão.
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| Foto de Jaqueline de Lima |
Os exemplos, comparações e metáforas utilizadas pelo estudioso trazem aspectos e questões históricas, sociais e políticas de como é se relacionar na sociedade moderna e todas as incertezas que são produzidas.
Atualmente os indivíduos estão valorizando cada vez mais, o relacionamento virtual do que o face a face. O medo da rejeição e a “facilidade” que o “mundo virtual” traz, é envolvente e fascinante. Mas até que ponto, isso é saudável? Há um limite? Essas são algumas questões levantadas pelo autor.
Sinceramente, demorei muito para ler esse livro. Pois, a linguagem é densa e complexa, principalmente no que se refere a vocabulário e citações.
Por outro lado, descreve situações e sentimentos tão diários e reais que seus elementos se assemelham demais aos relacionamentos humanos em que estamos envolvidos. Podemos até chegar a pensar que se trata de uma passagem da nossa vida que ali está sendo retratada.
Super recomendo a leitura e se quiser deixe aqui nos comentários, qual foi a sua percepção dessas questões expostas. Aqui está um trecho da sinopse para quem sabe, despertar sua curiosidade em conhecer mais desse autor e suas obras:
“A Modernidade Líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos – um amor líquido. A insegurança inspirada por essa condição estimula desejos conflitantes de estreitar esses laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos” ...

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