MOLIÈRE – Uma comédia musical de Sabina Berman

O espetáculo narra a disputa entre a comédia e a tragédia na corte de Luis XIV, o Rei Sol da França.

Foto: Centro Cultural FIESP


O espetáculo traz a disputa entre a comédia (Molière) e a tragédia (Jean Racine). Naquela época, Molière era amado pelo público e o favorito de Luis XIV, O Rei do Sol, após a chegada de seu aprendiz, Racine, há uma disputa tragicômica pelo título de melhor dramaturgo de Paris. O Arcebispo, Monsenhor Pérefixe, tentará se aproveitar do conflito para banir da França o teatro e seus artistas, para mostrar ao reino uma era de conquistas e sacrifício. 

Logo nos primeiros minutos em cena, a peça se mostra ousada e explícita, mostrando que - mesmo naquela época - a vulgaridade era tão comum quanto nos dias atuais. Elcio Nogueira Seixas, ator que interpreta Racine, inicia narrando seu passado junto de Molière (Matheus Nachtergaele), a comédia e a tragédia unidas pela amizade e, por fim, como inimigos. 

Com músicas do Caetano Veloso, dirigido e adaptado por Diego Fortes, a história provoca muitas reflexões, uma delas é a liberdade de expressão. Tirando o teatro, como é a vontade do Arcebispo de Paris (Renato Borghi), tiraria um dos poucos meios utilizados naquela época para se expressar, seja por meio da comédia ou da tragédia, tornando a sociedade alienada. E, por um outro lado, mostra o amor nas pequenas coisas que fazemos, Molière, por exemplo, amava os palcos e sua vida toda ele estava ali, de frente para uma grande platéia. Racine queria ver seus atos ganhando vida no palco, mas por dinheiro, deixou isso de lado para trabalhar com o rei. 

O espetáculo inicou dia 20 de abril e ficará em cartaz até o dia 29 de julho, quinta a sábado às 20h e domingo às 19h no Centro Cultural Fiesp. Nos dias 19, 20 e 26 de julho terá sessões com interpretação em libras e audiodescrição. Para mais informações, acesse o site do FIESP clicando aqui.

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Por Amanda França

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